Monday, March 13, 2006

Susceptibilidades

Depois de uma semana verdadeiramente extraordinária, aqui estou eu para vos dar de novo o apoio que tanto necessitais. Compreendo perfeitamente a angústia que têm sentido com a minha ausência mas também tenho sentido o vosso apoio das mais diversas formas e com isso pressinto que estáis muito contentes com a minha nova situação. Claro que não vou descrever pormenores da tomada de posse. Muitos escreveram-me a felicitar-me pela minha postura durante a cerimónia. Modéstia à parte acho que estive muito bem. Entre os assessores era de facto aquele que emitia mais charme. E mesmo os estilistas mais exigentes não tiveram nada a apontar-me.
Daquilo que pude assistir mais de perto posso dizer que o Arbusto pai é uma excelente pessoa. Contei-lhe uma série de anedotas sobre o filho e ele fartou-se de rir. Disse-me que ele sempre foi assim inteligente e danado para a brincadeira. Até foi por isso que ele se afeiçoou ao Professor, porque são muito parecidos. Mas não vou entrar em detalhes porque agora tenho que separar as questões de Estado das questões mais pessoais.
Uma coisa muito pessoal que me deixou muito agradado foi ter sido escolhido para tomar o retro-viral Tamiflu. A minha importância foi reconhecida e puseram-me na lista dos que é importante que não apanhem a gripe da aves para que este povo brilhante não se acabe por aqui. Como recebi um convite quadruplo, vou dar um à Umbelina e os outros dois ainda vou ver quem dos meus amigos os merece.
Outra coisa que me deixou excitado foi saber que a Mónica Love-Wisky foi escolhida para fazer a selecção e formação das candidatas a estagiárias cá em Belém. Ela não esteve na tomada de posse por causa de não ferir susceptibilidades mas deve chegar esta semana para começar a selecção. O número de inscrições já é quase tão grande como para o Morangos com Açúcar. E para facilitar vamos fazer excursões ao cabo da Roca para que as que forem rejeitadas não tenham que andar à procura de táxi.
Hoje queria deixar-vos como meditação uma questão futebolística. Como sabem o Benfica é uma referência europeia. Tomem atenção porque isto é silogística pura. Se o Naval empata em casa do Benfica e se o Benfica ainda há dias ganhou ao campeão europeu, então o Naval é melhor que o campeão europeu. Daqui se tira ainda um corolário. O futebol da península é melhor que o da Inglaterra. E como (infelizmente) o Benfica nem está em primeiro o nosso futebol é ainda melhor que os melhores. Como consequência eu diria que o Naval é, neste momento, a melhor equipa da Europa. Vocês pensam: então e depois. Pois a minha proposta é que passemos a considerar o futebol como um interesse estratégico. Assim como outros países têm petróleo e diamantes, nós temos futebolistas. Mas enquanto, mais tarde ou mais cedo o petróleo e os diamantes hão-de acabar, nós vamos ter sempre muitos futebolistas para dar e vender. Já vejo um Portugal enorme do Minho a Timor com uma diáspora futebolística em que parte significativa das selecções nacionais dos vários países, são portugueses naturalizados. Vou propor na próxima reunião do Conselho de Estado um estudo genético da população para ver em que parte do genoma está a bola de futebol. Se conseguir-mos este projecto vamos continuar a ter imensas remessas de emigrantes e continuar a viver há grande sem ter que fazer a ponta dum corno.


Joaquim (assessor)

1 Comments:

At 11:00 PM, Blogger sem cantigas said...

o que tu queres sei eu

 

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